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Depilação

Fotos: Shutterstock

Depilação na virilha e axilas: sem manchas ou pelos encravados

O maior drama de depilar essas áreas íntimas é ficar com a pele escura depois, sem falar nos poros obstruídos e inflamados. Conheça o ritual de depilação que afasta esses problemas antiestéticos

Axilas e virilha têm várias coisas em comum. A primeira delas é a sensibilidade, por causa do roçar de pele contra pele e ainda numa região abafada e privada de luz. Outra semelhança está na umidade local, onde as bactérias crescem com facilidade. Há também a tendência de escurecimento dessas superfícies, especialmente após a depilação. E isso pode afetar qualquer mulher.

Entre os motivos para o surgimento de manchas está o atrito. O escurecimento se desenvolve como uma resposta inflamatória, que estimula a alta produção de melanina (o pigmento que dá cor à pele), formando assim as manchas. O problema tende a surgir especialmente em dermes morenas ou negras, ou que já sofreram alguma alergia na região.

Mas a depilação na virilha e axilas também pode ser um fator determinante para o escurecimento, sabia? Ainda mais quando não é realizada corretamente: a manipulação errada da cera, por exemplo, pode inflamar os folículos pilosos, que acabam causando uma produção maior de melanina na área. A temperatura muito quente da cera também pode queimar a pele, estimulando a melanina – o efeito é chamado de hipercromia pós-inflamatória.

depilação na axilaDepilação que não mancha

Os pelos das axilas e da virilha são fortes e, para retirá-los por completo, uma boa opção é a depilação com cera, que os arranca pela raiz, retardando o seu crescimento (pode levar até 20 dias). A lâmina apenas corta o fio superficialmente e logo ele cresce, às vezes, de um dia para o outro. Além disso, pode machucar e inflamar a pele, favorecendo o aparecimento de mancha escura. Menos agressivo, o creme depilatório também é uma alternativa, porém, tira o pelo na superfície.

Em termos de eficiência, a cera propicia uma pele lisinha por mais tempo. Mas alguns cuidados devem ser tomados com a depilação na virilha e axilas para evitar um resultado ruim:

  • Em primeiro lugar, antes de usar a cera quente, experimente-a no pulso, para ver se a temperatura não está alta demais. Jamais sopre o produto com a boca, pois há a contaminação por bactérias. Deixe amornar naturalmente.
  • A camada de cera utilizada na axila ou na virilha não pode ser muito fina, caso contrário, ela se quebra e dificulta a sua retirada. Aplique a cera, no máximo, duas vezes no mesmo local.
  • No caso da axila, é preciso aplicar e retirar a cera por partes, dividindo a região ao meio. É que na metade inferior os pelos nascem para baixo e na metade superior, crescem para cima. Os fios precisam ser arrancados no sentido contrário do crescimento.
  • Depois de depilar, aplique um óleo removedor de cera com um algodão e, se necessário, faça um acabamento com a pinça. Finalize com uma limpeza com uma loção antisséptica para afastar bactérias.
  • Acalmar a pele após a depilação com um gel cicatrizante ajuda a evitar processos inflamatórios e o escurecimento da pele.
  • Depois de depilar (com qualquer método) não exponha a pele ao sol. O ideal é aguardar, pelo menos, um dia. Em contato com a radiação solar, proteja-se com um filtro FPS 30.
  • Nas axilas, evite o uso de desodorante nas primeiras 24 horas pós-depilação. É possível que ocorram irritações e ardência e manchas.
  • Para combater o fechamento dos poros na virilha, não use roupas apertadas. O atrito com a pele ativa o mecanismo de defesa natural da derme, fazendo-a engrossar e escurecer. Além disso, o uso constante de peças justas, principalmente no verão, agrava esse problema e ainda facilita a proliferação de fungos e bactérias, que causam coceira e descamação. Invista em roupas leves e soltinhas e calcinhas de algodão.

 

depilação na virilhaPara o pelo não encravar

Sim, a depilação na virilha e axilas com cera pode encravar os pelos. É que o método não deixa de ser um processo traumático para a pele e o folículo piloso sofre vários processos inflamatórios. Muitas vezes, durante o processo de crescimento, alguns fios não conseguem romper a estreita passagem do poro e acabam nascendo dentro da pele (encravando). O organismo entende que o pelo é um corpo estranho e então começa a englobá-lo para isolá-lo. Resultado: a região inflama, fica dolorida e vermelha. Essa inflamação só melhora com a retirada do pelo, o que deve ser feito sob a supervisão de um profissional. 
Para evitar o pelo encravado:

  • Depois da depilação, não use talco sob o risco de obstruir os poros ou coloque roupas que abafem a região.
  • Também não passe óleos ou hidratantes nas primeiras 24 horas.
  • A cada dez dias, faça uma esfoliação na pele com cosmético específico ou com a mistura de açúcar e mel para afinar a superfície e facilitar a saída do pelo.

Um toque sobre clareamento

As manchas escuras podem ser eliminadas com tratamentos clareadores recomendados por dermatologistas. Soluções ácidas são as primeiras opções contra o problema, mas dependendo do grau de hiperpigmentação e do tempo da mancha outros métodos podem ser indicados, como o uso de laser.

Tanto o ácido quanto o laser têm o objetivo de remover a camada superficial da pele e estimular a sua renovação, dando lugar a uma cútis mais clara, viçosa e macia. A diferença é que o laser consegue atingir camadas mais profundas da epiderme.

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A NOVA MANICURE FRANCESINHA
Ela não é nenhuma mocinha — tem quase 90 anos —, mas sempre que atinge o auge da moda aparenta ser a mais nova tendência do momento. É que, embora possua uma característica clássica (marcar as pontas das unhas), é capaz de ganhar variações que trazem uma cara nova ao estilo. O precursor da francesinha foi Max Factor: em 1927 criou um creme rosado para ser aplicado como base e um líquido branco, só para as extremidades das unhas. No entanto, somente em 1970 a manicure foi batizada com esse nome. A pedido dos diretores de cinema por um esmalte mais neutro, o norte-americano Jeff Pink, fundador da marca Orly, lançou o primeiro kit de francesinha. Sorte a nossa! Desde então, a manicure virou a queridinha de famosas, como Kim Kardashian e Ariana Grande, e anônimas. E também evoluiu visualmente, com versões que vão muito além da faixinha branca, e na técnica de aplicação — os profissionais criaram vários jeitos de esmaltar para facilitar o trabalho.  Conheça todos as variações e segredos do estilo que está em alta no outono-inverno 2019. Métodos de manicure francesinha 1 Adesivo Feita com fita adesiva própria para a francesinha. A tira é colada sobre a unha, deixando uma área da ponta da unha livre para o esmalte branco (a espessura é você quem determina de acordo com o seu gosto). Depois é só passar o branquinho, esperar secar e tirar o adesivo. 2 Polegar Nessa técnica, o profissional aplica o esmalte branco usando a ponta do dedão. Ele tinge a própria pele com o branquinho e depois a encosta na unha da cliente, movimentando o dedão de um lado para o outro até que toda a extensão da ponta seja coberta. Às vezes, o traço não fica super retinho, então é preciso corrigir com um palito. 3 Pincel artístico Ele tem as cerdas fininhas, próprias para nail art. Basta mergulhar o pincel no esmalte branco e fazer o traço da francesinha do tamanho que desejar. A espessura fina ajuda a conseguir maior precisão no desenho.   4 Palito de unha Nesse método, o esmalte branco é aplicado com o próprio pincel do produto, da ponta até mais ou menos a metade da unha. Em seguida, com um palito, o profissional delineia a francesinha e depois limpa os excessos com removedor embebido em algodão para acertar o desenho. 5 Borrada Como o nome já diz, é uma técnica que borra o dedo, mas apesar da sujeira, é muito boa para controlar a espessura e a precisão do traço. Você posiciona o pincel do esmalte sobre a ponta da unha e, conforme vai desenhando o traço da francesinha, vai pintando também a ponta do dedo. Depois é só limpar com removedor.  Dicas infalíveis para a manicure francesinha Se o esmalte branco for novo e ralo, aplique duas camadas dele. Sempre que quiser acertar o traço de esmalte branco, faça isso usando um palito de algodão embebido em removedor. Mas enrole uma quantidade pequena de algodão no palito e, depois de mergulhá-lo no removedor, retire o excesso apalpando o algodão na sua mão. Se você não tiver um pincel artístico à disposição, fabrique um em casa: basta cortar as cerdas de um pincel de esmalte antigo com a tesoura, até sobrarem quatro ou cinco cerdas. Depois de terminada a manicure francesinha é imprescindível aplicar uma camada de extrabrilho (ou top coat) para evitar lascas do esmalte.  Estilos consagrados A expert Cláudia Cecília, instrutora do Instituto Embelleze de Brasília, fala sobre os dois tipos de francesinha mais pedidos nos salões: Francesinha mediana – “Tem a ponta branca mais larga que o tradicional. É usado o pincel do próprio esmalte para o traço que, depois, é acertado com um palito de algodão embebido em removedor”, explica Cláudia. Francesinha fina – Aqui, o traço é bem delicado, feito somente na pontinha mesmo da unha. “Corte as cerdas do pincel do esmalte com tesoura ou alicate, deixando apenas um filete no meio. Em seguida, molhe o pincel no branquinho e encoste-o horizontalmente na unha, formando o traço”, ensina a instrutora. A partir desses estilos clássicos, muitos outros são criados pelos profissionais no dia a dia. A Cláudia Cecília, por exemplo, tem várias versões autorais que fazem sucesso. Uma delas é a francesinha camuflagem, que ela ensina passo a passo no vídeo do final do post (veja abaixo). O passo a passo dessa técnica é assim: Faça o traço branco na ponta da unha do tamanho que desejar —use um palito com algodão e removedor para delinear perfeitamente. Espere secar e aplique uma demão de base por cima. Aguarde secagem. 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