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Fotos: Shutterstock

Banho de gel nas unhas: solução antiquebra em 30 minutos

Suas garras são fracas e quebram à toa? A solução é investir no banho de gel, também conhecido como blindagem de unhas. Saiba tudo sobre o método

Ter unhas fracas é um problema que pode afetar todos nós em algum momento da vida. Os motivos são diversos, vão desde a exposição a situações que causam fragilidade até alguma disfunção mais séria, que requer tratamento médico. Algumas doenças dermatológicas, como micoses e fungos, assim como distúrbios hormonais, podem levar à quebra e, algumas vezes, à queda das unhas. No dia a dia, o contato constante com a química dos produtos de limpeza e atritos podem desgastar sua estrutura. Uma dieta fraca em nutrientes, higiene inadequada e uso de removedores de esmalte com acetona são outras causas para o enfraquecimento das unhas. O antídoto? Além de mudanças de hábitos, aproveitar algumas técnicas de manicure que podem ajudar no processo de recuperação e fortalecimento, como o banho de gel nas unhas, por exemplo.

Afinal, que mulher não sonha com unhas compridas, durinhas e saudáveis? Para garantir o crescimento natural delas é só investir no banho de gel – também chamado blindagem de unhas ou banho de verniz. “Trata-se de uma película que favorece o crescimento das unhas, já que protege contra lascas e quebras. Além disso, o esmalte dura mais, em torno de 20 dias”, garante a instrutora do curso de manicure Maria Aparecida Fátima Pereira da Silva, do Instituto Embelleze Taubaté (SP). A expert diz ainda que o procedimento também pode ser feito nas unhas dos pés, sem restrições.

Não confunda banho de gel com alongamento em gel 

Febre nos salões, o banho de gel é uma cobertura, em gel ou acrílico (sem o uso de nenhum tipo de cola para fixar na superfície), que protege as unhas naturais criando uma barreira contra os agentes agressores e favorecendo seu crescimento e resistência.

O passo a passo do banho de gel nas unhas é muito parecido com o que as manicures seguem quando aumentam o tamanho das unhas usando a técnica do alongamento em gel. Contudo, o primeiro não modifica o tamanho das unhas, apenas produz uma camada de produtos na superfície, que não altera em nada a aparência, somente aumenta sua resistência. No alongamento, o comprimento das unhas é aumentado, podendo em alguns casos até alterar o seu formato.

Ficou animada para conhecer como é aplicada essa camada protetora que deixa a unha mais resistente e favorece seu crescimento saudável? Nós explicamos tudinho pra você agora!

Banho de gel passo a passo

banho de gel nas unhas 

O procedimento é simples e, o melhor, rápido! No entanto, precisa ser feito por um profissional capacitado. Caso contrário, a chance de ganhar um resultado indesejado é grande. A seguir, a instrutora Maria Aparecida explica todos os detalhes sobre o banho de gel. Confira e tire as suas dúvidas.

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Antes de qualquer coisa é feita uma assepsia nas mãos e/ou nos pés com álcool 70%.

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Com uma lixa (do tipo banana, elétrica ou bloco, que são menos abrasivas) é removida toda a oleosidade (lubrificação natural) da superfície das unhas. Além de limpar, essa remoção deixa a área lisa e na condição ideal para a total fixação dos produtos de blindagem de unhas.

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A primeira etapa do procedimento, pós-higienização, é passar uma camada de primer ácido (ele tem melhor fixação que o primer em gel). O produto tem a função de proteger as unhas do banho de gel que virá em seguida. Atenção: é importantíssimo não deixar a substância entrar em contato com as cutículas da cliente, se for necessário, utilize palito de madeira para remover os excessos.

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Na sequência, a manicure aplica uma boa quantidade de gel (clear) sobre as unhas com pincel apropriado e usa a cabine de luz led para secagem por 1 minuto.

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Após o Gel, as unhas são novamente lixadas, com suavidade, apenas para remover algum excesso. O ideal é utilizar a lixa bloco e cuidar para que o gel, aplicado anteriormente, não seja removido.

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Por último, a superfície da unha recebe uma camada de top coat, cuja função é blindar as unhas, garantir brilho intenso e prolongar a durabilidade do banho de gel. O top coat, além de ser útil no processo de secagem, ajuda a eliminar imperfeições.

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As unhas são levadas à cabine de led por dois minutos para uma secagem eficaz.

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No final, aplica-se o esmalte na cor desejada. Aqui não há nenhuma ressalva quanto à textura, efeito ou consistência do esmalte.

Atenção: durante o período em que estiver com a blindagem de unhas, você pode usar algodão com removedor (sem acetona) para retirar o esmalte normalmente e reaplicar outra cor, sem que isso seja um problema para a duração do banho de gel.

Cuidados pós-blindagem de unhas

blindagem de unhas

Estes pequenos detalhes ajudam, e muito, a prolongar a vida útil do banho de gel nas unhas, garantindo um efeito bonito e íntegro por mais tempo.

  • Não ter contato com água por pelos menos 11 horas após o procedimento.
  • Não abrir latas, apertar botões ou digitar.
  • Não levar as unhas à boca, para evitar o descolamento do produto.
  • Não fazer uso de acetona. Mas o removedor de esmaltes, sem esse ativo, está liberado.
  • No dia a dia, utilize luvas de borracha para realizar os afazeres domésticos, garantindo assim uma durabilidade mais longa do efeito de blindagem de unhas.

Manutenção e duração do banho de gel nas unhas

De acordo com Maria Aparecida, do Instituto Embelleze, o procedimento completo no salão demora cerca de 20 a 40 minutos. Já para fazer a manutenção, o tempo necessário é bem menor, apenas o suficiente para repor as camadas de gel e top coat. “Inclusive, esse procedimento deve ser feito a cada 15 ou 20 dias, dependendo do desgaste cotidiano sofrido pelas unhas. Com a manutenção feita de maneira correta e os cuidados para prolongar o tempo de ação, o banho de gel pode durar até 60 dias”, diz a especialista. Lembrando que é muito importante fazer a manutenção porque a unha vai crescendo e a área “nova” que aparece rente à cutícula também precisa receber o banho de gel para que esse detalhe não fique aparente. Quem quiser dar um tempo para deixar as unhas respirarem, o mais indicado é ir ao salão e retirar o banho de gel com um profissional. Dessa forma, fica garantido evitar traumas e manter a unha comprida e fortalecida. Afinal, esse era o objetivo inicial, não é mesmo?

Não faça o banho de gel nas unhas se...

Você é alérgico a odores fortes, tem rinite ou sinusite. “Grávidas e pessoas com doenças dermatológicas nas unhas também devem evitar o procedimento ou consultar um médico antes de fazer o banho de gel”, avisa Maria Aparecida, do Instituto Embelleze Taubaté.

 

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12 coisas para não fazer na DEPILAÇÃO NO VERÃO
Basta a temperatura aumentar para o corpo ficar mais à mostra – o que exige pele lisinha, sem pelos. O lado bom é que cresce também a procura por profissionais de depilação. O lado preocupante é que o procedimento inadequado e/ou a falta de cuidados do cliente podem comprometer o visual. É que no verão, justamente por causa da exposição solar, a pele fica mais sensível. Os raios ultravioletas tendem a provocar ressecamento e inflamação dos tecidos, tornando a cútis um ambiente desfavorável para uma nova agressão. A depilação feita com a cera imprópria e na hora errada pode se transformar nesse vilão, sabia? Confira quais são as atitudes que você, profissional, precisa tomar e as dicas que deve recomendar para os clientes. A melhor cera depilatória Prefira trabalhar com a cera para pele sensível, à base de aloe vera, que é mais hidratante. Cuidado com a cera muito quente: além de queimar a pele, ainda provoca uma hiperpigmentação no local, o que resulta numa área escura. E tudo o que você não quer é uma mancha, certo? O uso de cera caseira feita com limão é proibido, pois se a pele não for higienizada corretamente depois da depilação e o cliente se expuser ao sol em seguida, vai ficar com manchas escuras. Quando se depilar Bem, você já sabe que o sol sensibiliza a pele, assim como a depilação. “No ato da extração dos pelos, a cera retira as células mortas que estão nas camadas superficiais da pele, atuando como uma esfoliação e, para não irritar a cútis, o ideal é programar a depilação”, explica Marcela Figueira, coordenadora pedagógica do Instituto Embelleze Jaboatão, no Ceará, e instrutora de depilação. Anote as boas práticas: O ideal é se depilar 24 horas antes ou 24 horas depois da exposição ao sol. “No caso de pegar sol antes, a cera pode causar machucados e queimaduras; se a exposição solar for depois da depilação, a cera pode provocar manchas”, diz Marcela. Não é aconselhável entrar na piscina depois da depilação, mesmo que ela seja coberta. “A água clorada pode desencadear uma reação alérgica, já que a pele estará mais sensível”, lembra a coordenadora pedagógica.   Foto: Shutterstock 12 coisas para não fazer na depilação no verão Antes do procedimento 1. Não se esqueça de hidratar a pele frequentemente. A hidratação aumenta a elasticidade dérmica facilitando a remoção dos pelos e a derme ressecada é mais suscetível a manchas. Só não use o produto no dia da depilação. 2. Não se depile se estiver se submetendo a algum tratamento com ácidos, pois eles fragilizam a cútis. 3. Não aplique, no dia da depilação, óleos ou cremes e loções formulados com álcool para não irritar a pele. 4. Não extraia os pelos de áreas machucadas ou irritadas. 5. Não depile se os pelos estiverem descoloridos. É que por causa da química do descolorante eles ficam mais frágeis e, por isso, há grandes chances de não serem removidos desde a raiz, encravando depois. Depois do procedimento 6. Não use bronzeador. “Ele pode ser perigoso, porque como a depilação faz uma esfoliação ela acaba removendo a pigmentação superficial da pele. Já reparou que a área fica mais clara quando depilada? Assim, ao passar o bronzeador, o produto pode ativar a melanina da área mais sensível, fazendo com que ela fique manchada”, alerta Marcela. 7. Não sufoque a pele! Deixe-a respirar, portanto, não aplique produtos à base de álcool para não sensibilizá-la. Dê algumas horas para investir em uma loção hidratante. 8. Não use óleos que tampam os poros e favorecem o encravamento do cabelo. 9. Não vista roupa apertada para não abafar a região e provocar irritação ou abafamento dos poros. 10. Não esqueça de aplicar protetor solar FPS 30 na cútis para evitar manchas. E use um produto que você já testou para não correr o risco de alergias. 11. Não caia em água quente depois da depilação — banho de chuveiro, piscina, ofurô —, porque irrita a pele. 12. Não deixe de higienizar bem a derme com um sabonete neutro e água fria para eliminar qualquer resíduo de cera. O pelo encravou? O pelo encrava quando ele tem dificuldade de atravessar todas as camadas da pele e, assim, sair pelo poro. O fio de cabelo acaba se curvando e ficando dentro da pele. Há pessoas com tendência a pelo encravado, pelo fio ser naturalmente curvo, ou porque a camada superficial da derme é mais grossa, o que dificulta a saída do pelo. A depilação realizada de forma errada, sem a técnica correta, também provoca o encravamento. Como evitar - Para diminuir a incidência do problema, ou até se livrar dele por completo, faça assim: Esfolie a pele regularmente, uma vez por semana ou a cada 15 dias, até três dias antes da depilação com cera. O afinamento da superfície da pele facilita a saída do pelo. Hidrate-se diariamente para manter a pele saudável e facilitar a extração do pelo. Evite usar roupas apertadas após a depilação para a pele respirar à vontade. Não aplique óleos ou cremes oleosos depois da depilação para não bloquear os poros. Como combater - Antes de ficar cutucando a pele para desobstruir os poros, o que acaba machucando e causando lesões, siga estes passos: Se o pelo encravou, a melhor maneira de retirá-lo é afinando a pele e liberando o poro. Com cuidado, raspe a área com lâmina de barbear. No caso de inchaço, dor e vermelhidão no local, o mais indicado é procurar orientação de um profissional, que tem os recursos mais adequados para o tratamento.   Foto: Shutterstock Alternativa à cera depilatória A coordenadora pedagógica do Instituto Embelleze dá uma dica perfeita para quem deseja tirar os pelos de regiões pequenas, como o buço: “Aposte na depilação com linha. Esse método é perfeito para pele sensível, já que não utiliza química e nem oferece riscos de alergias ou queimaduras. Outra vantagem é que evita manchas”.  E atenção: um trabalho bem feito deve ser realizado com produtos registrados pela ANVISA e executado por um profissional da área capacitado, como são as pessoas que se formam no curso de depilação do Instituto Embelleze. Agora que você já sabe de todas essas dicas é só seguir e aproveitar o verão com uma pele mais saudável e bonita!
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Depilação íntima: veja como evitar riscos
Por causa do nosso clima tropical, a brasileira é a maior adepta da depilação íntima. E no mês dos namorados a procura pelo procedimento aumenta ainda mais nos centros de estética. Apesar de ser um dos procedimentos de beleza mais comuns entre os rituais femininos, a retirada dos pelos pubianos pode, sim, ocasionar complicações como manchas, alergia, pelos encravados e até foliculite (inflamação na raiz do pelo). E quando a questão é a depilação íntima completa dos pelos, a discussão é mais ampla. Uma pesquisa do Ambulatório de Estudos em Sexualidade Humana da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto (SP), entrevistou 52.787 mulheres e 17.133 homens, com idade acima de 18 anos de todas as regiões do país, e concluiu que 64,3% das mulheres e 62,2% dos homens declararam preferir a área genital feminina completamente depilada. O curioso é que a justificativa para a escolha se mostrou diferente: para elas, a higiene é o principal motivo de se verem livres dos pelos, enquanto para eles, o que pesa mais é a beleza, que, segundo a responsável pela pesquisa, é um aspecto ligado à atração. A média de idade entre os homens que responderam o questionário é de 31,9 anos, enquanto a das mulheres é de 28,5 anos. De acordo com a pesquisadora, o estudo revelou que quanto mais alta a faixa etária, menor a preferência pela depilação íntima completa e maior o gosto pela extração parcial dos pelos. Depilação íntima X saúde O estudo feito pela USP de Ribeirão Preto foi realizado pela psicóloga e especialista em sexualidade humana, Maria Luiza Sangiorgi, e apontou também a ausência de sintomas clínicos vaginais após a extração completa dos pelos na região do púbis – outra dúvida que é inevitável na hora de optar pela depilação íntima completa. Segundo a especialista, a pesquisa, inédita no país, deve abrir portas para que novos e mais complexos estudos sobre o tema sejam feitos. Ela destaca que é uma abordagem importante para a prática clínica dos médicos dessa área em relação ao aconselhamento sobre hábitos, cuidados e informações das mulheres sobre a maneira mais saudável de cuidar do órgão genital. Radicalizar ou não? A questão de fazer uma depilação íntima completa ou parcial tem dois aspectos. Por um lado, a ausência total de pelos pode representar riscos, pois deixa a vulva mais exposta e, por consequência, mais vulnerável à entrada de impurezas e proliferação de bactérias, que favorecem infecções. De outro, a retirada parcial dos pelos garante certa proteção, que é minimizar essa vulnerabilidade por ter uma função de “escudo protetor”.No estudo da USP, com relação a extensão dos sintomas clínicos, o questionário perguntou às mulheres se havia algum tipo de desconforto como coceira na vulva ou corrimento vaginal notado pelas adeptas da depilação após a extração total dos pelos. De acordo com a pesquisadora, 34,95% das participantes relataram a ausência de sintomas, 16,84% afirmaram sentir vermelhidão e outros 12,96%, a ocorrência de pelos encravados. Maria Luiza reitera que não observou que a ausência de pelos influencie na aparição de sintomas. Ela sugere que talvez a técnica usada tenha mais influência, a falta de higienização dos aparelhos, por exemplo, e possam representar algum risco para a depilação íntima, mas ela conta que não foi constatado que a ausência de pelos, em si, faça mal. Já, para a dermatologista Luciana Abbade, da Faculdade de Medicina de Botucatu, da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), os pelos têm função de proteção contra agentes nocivos externos, como produtos químicos, fungos e bactérias. “Infecções sexualmente transmissíveis como herpes genital e verrugas genitais, causadas por HPV, podem ter uma "porta de entrada" facilitada nas pessoas que se depilam totalmente, uma vez que a barreira natural está ausente. Além disso, os pelos pubianos protegem contra vulvovaginites e outras infecções cutâneas desta região”, afirma a médica. Jussara Kuyawa, instrutora do curso de Depilação Profissional e Massagem Relaxante do Instituto Embelleze, unidade Montenegro, Rio Grande do Sul (RS), desperta a atenção para a quantidade de mulheres que ainda prefere a depilação íntima tradicional, isto é, parcial, apenas cavada nas laterais. “Na maioria dos casos, pode-se dizer que oito a cada dez clientes fazem a retirada parcial dos pelos, a tradicional. Porém, a depilação personalizada artística ganha espaço em ocasiões e datas especiais como aniversário de casamento e dia dos namorados, com desenhos variados que são escolhidos conforme a intenção da data”, conta a professora.   O melhor método para evitar riscos na depilação íntima Como já foi dito, apesar de ser um procedimento muito comum entre os hábitos femininos, a depilação íntima implica em riscos como manchas, vermelhidão, irritação da pele, alergia, pelos encravados e foliculite, por isso é importante saber escolher o método com muita cautela e critério. As técnicas mais usadas em casa são a lâmina, que não retira o pelo pela raiz, o que faz o “efeito lisinho” durar no máximo de 5 a 7 dias, além dos riscos de cortar a pele; o creme depilatório, que age superficialmente com ação de dissolver o pelo; o aparelho depilatório, que na verdade é mais indicado para as pernas; e a cera fria, dolorida, porque a temperatura não favorece a retirada dos fios. Todas essas versões, a longo prazo, podem causar manchas na pele, por conta da agressão constante que provoca à epiderme. “De todas as técnicas utilizadas para a depilação íntima, a melhor e mais indicada para reduzir os riscos é a cera quente, pois o calor dilata os poros e facilita a saída dos pelos. Quando manipulada cuidadosamente, a cera quente minimiza a dor. Embora, hoje, o ideal seja utilizar as versões de ceras já fabricadas com anestésico para diminuir a possibilidade de um procedimento dolorido e desconfortável”, explica Jussara Kuyawa. “O segredo dessas ceras anestésicas é que elas aderem mais ao pelo e menos à pele, tornando o processo mais rápido e menos dolorido. Vale lembrar que a forma certa de aplicar a cera é no sentido do pelo; já para arrancar, o certo é puxar no sentido contrário do nascimento dos fios”, ressalta a especialista. E é expressamente proibido reutilizar a cera para uma nova depilação porque a temperatura em que ela é manipulada não é suficiente para inibir possíveis bactérias e o risco de uma infecção é alto. A utilização da cera para a retirada dos pelos tem ainda outras vantagens como deixar a pele lisinha, depois que passa o efeito do descolamento do produto; é um processo rápido, pois retira uma grande quantidade de pelos de uma só vez; é um ciclo em que o pelo demora mais para crescer já que os fios são arrancados pela raiz; em longo prazo a tendência é ocorrer a diminuição do crescimento e da espessura do pelo, cujo bulbo (poro onde nasce o pelo) com o tempo sofre grande desgaste e acaba perdendo a força. Depilação íntima sem dor Não tem jeito, para muitas mulheres depilação íntima ainda é sinônimo de dor, sofrimento e sacrifício. E parece que por mais que a indústria se empenhe na solução do problema (uma evolução na fórmula da cera aqui, uma nova tecnologia ali, um anestésico acolá), deitar na maca da esteticista ainda significa um drama para muita gente. Mas a boa notícia é que alguns truques caseiros feitos antes e depois do procedimento podem ser grandes aliados contra esse desconforto. Confira: 1 Dois ou três dias antes de se submeter à depilação íntima faça uma esfoliação na região: você pode usar um esfoliante ou aplicar um sabonete líquido suave com um pouquinho de bicarbonato. Basta fazer movimentos circulares leves, bem concentrados na raiz dos pelos. Deixe também por alguns segundos um jato de água quente direcionado na área, isso ajuda a deixar o bulbo mais relaxado facilitando a retirada dos pelos. 2 Hidrate a pele diariamente para que ela fique mais elástica e facilite a aplicação e retirada da cera, minimizando a dor. 3 A aplicação de gelo na região dolorida após a depilação funciona como anestésico inibindo a dor, mas atenção: o truque não deve ser usado antes da depilação porque a temperatura baixa tende a fechar os poros, o que torna a retirada dos pelos ainda mais dolorida. 4 Para quem sente muita dor, é melhor não se depilar no período pré-menstrual e nem durante o período menstrual porque a sensibilidade da pele aumenta. 5 O uso de pomadas anestésicas antes da depilação pode comprometer a aderência da cera e em alguns casos causar alergias e irritações na pele. Há que ter cautela para adotar essa alternativa, mas uma boa conversa com a depiladora pode ser útil. Cada um tem uma reação e resistência, pode ser que funcione para algumas pessoas.   Depilação íntima sem irritação A dor não é o único incômodo que uma depilação pode causar na pele, sobretudo na região pubiana, que é mais sensível e fica coberta praticamente 24 horas por dia, favorecendo a transpiração e a proliferação de bactérias. O quadro se torna ainda mais complicado se pensarmos que é um procedimento regular, feito com frequência, o que reduz e torna mais difícil o tempo para recuperação da pele. Por tudo isso, bom mesmo é prevenir qualquer tipo de irritação, desde uma simples descamação da pele, por reação a algum composto da cera ou creme depilatório, até um pelo encravado (que pode inflamar) ou uma foliculite. De certa forma, a encrenca pode ser evitada com cuidados simples, feitos em casa antes e depois da depilação. Veja a seguir, algumas dicas que selecionamos para você fugir desse problema. Para evitar riscos na depilação íntima, antes de ir para o procedimento lave a região ou higienize com loções pré-depilatórias. Manter a área bem limpa afasta a possibilidade de fungos e bactérias. A dica da esfoliação da região três dias antes para facilitar a retirada dos pelos e evitar a dor, é indicada aqui também com outra finalidade igualmente útil: ajudar a eliminar as impurezas dos poros e soltar possíveis pelos encravados. Como a pele depilada fica mais vulnerável, principalmente a de quem remove 100% dos pelos, é bom evitar se expor ao sol, sal do mar ou cloro da piscina antes de 24 horas após o procedimento. Caso a região esteja com alguma irritação ou sensibilidade, não submeta a área à depilação, espere alguns dias ou semanas para que a pele fique completamente curada, caso contrário o quadro pode se agravar. Após a depilação íntima evite aplicar produtos à base de álcool ou muito oleosos (aliás, hidratantes logo após a depilação não são indicados, pois podem entupir os poros). O ideal é utilizar fórmulas calmantes como aloe vera, água termal e água boricada ou fazer compressas de chá de camomila. Regra de ouro: se for possível, deixe a área bem arejada após o procedimento para a pele poder respirar. Você deve pensar nisso quando for marcar o horário da depilação. Após o procedimento, evite roupas apertadas e com tecidos sintéticos. Fórmulas de ceras e cremes depilatórios hipoalergênicos não são garantia de um pós-procedimento tranquilo. Essas versões também podem causar reações na pele.   Animada para se capacitar e ser uma depiladora profissional? No curso do Instituto Embelleze você aprende diferentes técnicas para realizar a epilação corporal, respeitando as normas de biossegurança e atendendo às exigências da fiscalização sanitária. O conhecimento aprimorado passa por assuntos específicos, como: fisioanatomia da pele e dos pelos, equipamentos e produtos, ambiente de trabalho, produtos cosméticos, procedimentos de epilação, ética profissional, e como conquistar os primeiros clientes. O profissional depilador formado pelo Instituto Embelleze é capaz de aplicar diferentes técnicas de depilação e estará apto a oferecer ao cliente um serviço de qualidade, seguro e ético.    
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